De investimentos a NFTs: o que está por trás da nova onda de riqueza no mercado digital
Como os demais setores da nossa economia, o mercado financeiro também evolui a cada dia, com novas formas de investimento, digitalização e até mesmo maior acessibilidade devido às redes sociais e a divulgação de conteúdos educativos.
O que era, antes, voltado apenas para um nicho específico de investidores, ganha novos ares e clientes, ainda mais com a repercussão do assunto em redes nacionais e internacionais.
Você sabia que, por exemplo, o Brasil tem um projeto de lei, tramitando na Câmara dos Deputados, para criar a chamada Reserva Estratégica Soberana de Bitcoins (RESBit)? Ou que as vendas semanais de NFTs cresceram 94% ao final de 2024?
A nova onda de riqueza digital não apenas chegou e veio para ficar, como, se você ainda não está nela ou sabe o mínimo sobre, pode acabar ficando para trás.
É sobre isso que iremos falar no conteúdo de hoje.
Acompanhe!
Quais são os principais ativos digitais atuais
Para começarmos com o básico, você sabe o que são ativos digitais?
São ativos que só são encontrados de forma online.
Aquela foto no Google Fotos ou vídeo salvo na nuvem da Apple, o iCloud, são ativos digitais, que também podem incluir perfis de redes sociais, músicas/áudios, entre outros.
Quando falamos do mercado de investimentos, existem também os ativos digitais financeiros ou simplesmente ativos financeiros.
Os principais são:
• Criptomoedas, como o Bitcoin e o Ether
• NFTs
• Tokens
• Stablecoins ou memecoins (outros tipos de criptomoeda)
• Moedas digitais de bancos centrais (CBDCs), como a $LIBRA, do governo argentino
• Security, payment e utility token (outros tipos de token)
• Entre outros
Grande parte dos ativos financeiros utiliza a tecnologia blockchain, que viabiliza o registro e a distribuição de transações de maneira descentralizada, segura e imutável.
Leia também: Bitcoin: o que saber antes de investir na moeda
Impacto no mercado financeiro
Apesar do Brasil ainda caminhar em direção à regulamentação destes ativos citados no tópico anterior, como diversos outros países, 26 milhões de pessoas já possuem algum tipo de criptomoeda por aqui, segundo dados da consultoria Triple-A.
Desta maneira, ocupamos a sexta posição em um ranking global relacionado à adoção de ativos digitais.
A América Latina como um todo também não fica atrás.
De acordo com a B3, a Bolsa de Valores do Brasil, o bitcoin representou 53% do portfólio de criptomoedas dos investidores da região até o final de 2023.
Toda esta revolução do mercado financeiro já vem trazendo impactos para a economia.
Pela sua natureza descentralizada graças ao blockchain, os ativos financeiros permitem que as transações sejam mais rápidas, eficientes e seguras.
Além disso, por não terem intermediação dos grandes bancos, permitem que mais pessoas acessem as moedas, o que, ainda, reduz custos de operações e taxas.
Não à toa, as instituições têm corrido atrás para se atualizar e oferecer suas próprias moedas digitais e serviços de corretagem.
Os riscos envolvidos
Mas nem tudo são flores quando se trata de ativos financeiros.
Apesar da possibilidade de oferecerem grandes retornos por investimento, por terem uma dinâmica própria, eles acabam por ser muito mais voláteis.
O fato de não contarem com regulamentação própria em muitos lugares, não apenas no Brasil, faz com que o investidor não conte com uma proteção legal, podendo perder dinheiro.
A grande especulação em torno do assunto também se torna um dificultador, aumentando o número de pessoas e empresas fraudulentas, e as chances de um ataque hacker, por exemplo.
Por isso, o melhor e mais seguro a se fazer é investir por meio de corretoras de investimentos, ou através de exchanges de criptomoedas, plataformas digitais onde o investidor consegue vender, comprar, trocar ou guardar criptomoedas.
Continue no assunto: Entenda quais são as diferenças entre criptomoedas e tokens
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