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A MMurad, conveniada FGV em Vitória, inicia o ano com o pé direito e novos cursos de MBA. 

Confira mais detalhes sobre cada uma das novidades do catálogo!

MBA em Gestão: Big Data

Com início do curso previsto para abril/2020, o MBA em Gestão: Big Data da FGV em Vitória vem para suprir essa demanda cada vez mais crescente no mercado. 

Voltado não apenas para os cientistas de dados, mas para todos os profissionais inseridos em ambientes que demandam uso intensivo de dados para planejamento estratégico e tomada de decisão, o MBA em Gestão: Big Data pode ser o que você precisa para alcançar um novo degrau em sua carreira. 

É notável o aumento no volume de dados acumulados pelas empresas com potencial de negócio aguardando análise. Atualmente, estima-se que 2,5 quintilhões de bytes e dados (aproximadamente 10 milhões de discos Blu-ray) são criados diariamente. 

Por essa razão, pessoas que sabem lidar bem com dados são tão requisitados para as empresas atualmente. 

Clique para conferir mais informações deste MBA, como sua estrutura curricular e diferenciais.  

MBA em Gestão: Estratégias em Negócios de Serviços 

Já o MBA em Gestão: Estratégias em Negócios de Serviços da FGV em Vitória, que também tem início previsto para abril/2020, é voltado para gestores e futuros gestores do setor de Serviços, diretamente ligado ao crescimento da economia pelo seu papel no comércio e nas indústrias. 

Entre suas disciplinas estão:  Operações em Serviços; Design e Desenvolvimento de Serviços; Estratégias de Precificação e Métricas em Serviços; Gerenciamento de Comunicação em Serviços; Gestão da Excelência e Experiência em Serviços; entre outras. 

O MBA em Gestão: Estratégias em Negócios de Serviços irá tornar você capaz de analisar, desenvolver, gerenciar e implementar projetos em empresas de Serviços. 

Para também conferir mais informações deste MBA, como sua estrutura curricular e diferenciais, basta clicar aqui. 

Mais novidades chegando 

E não para por aí! Até o fim do ano, mais cursos sairão do forno! 

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A gestão ou gerenciamento de projetos, ao contrário do que muitos pensam, não se limita apenas a profissionais de áreas específicas como Engenharia, Administração ou Tecnologia da Informação e Informática. São muitas as oportunidades em gestão de projetos existentes, principalmente considerando os desafios do novo cenário econômico como o que vivemos – e estas oportunidades crescem cada dia mais, em praticamente todo o mercado!

Conheça 5 delas!

1) Comunicação

Quem atua com gerenciamento de projetos está apto a planejar, executar e mensurar um projeto detalhado, atendendo, da melhor forma, a questões relacionadas à qualidade, custos, prazos e demais demandas.

Essa é uma habilidade que vem sendo cada vez mais requisitada, afinal, todas as áreas contam com projetos a serem realizados.

Uma delas é a área da Comunicação, que engloba cursos como Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas.

Não é incomum encontrar, nas agências de publicidade brasileiras, por exemplo, ferramentas de gerenciamento de projetos que reúnem todas as informações e automatizam processos.

Com uma especialização em Gerenciamento de Projetos, publicitários e os demais profissionais da área têm a capacitação necessária para otimizar o seu tempo e organizar melhor os “jobs” (projetos com início, meio e fim) dos clientes, potencializando, assim, os resultados finais.

2) Saúde

De acordo com estudo do PMI, cerca de 13 milhões de novos postos para gestores de projetos serão criados até 2020. Muitos deles serão na área da Saúde.

Profissionais com um MBA em Gerenciamento de Projetos no currículo contam com habilidades de comunicação, liderança, negociação e com capacidade de integrar partes e setores, o que pode fazer com que, inclusive, alcancem cargos executivos altos.

Dentro do setor de Saúde, são várias as atribuições dadas a quem trabalha na área, como oferecer uma excelente jornada ao paciente que se atende e se comunicar adequadamente com o paciente e sua equipe de trabalho, o que vai muito ao encontro das habilidades do gestor de projetos citadas anteriormente.

Imagina poder potencializar tudo isso por meio de uma especialização?

3) Direito

Dentro dessas oportunidades em gestão de projetos, existe também a oportunidade existente na área de Direito.

Que tal poder utilizar os conceitos e ferramentas dentro do seu escritório de advocacia? Sim, é possível!

Sabemos que a rotina neles é corrida, reuniões com os clientes, várias idas ao fórum, audiências, preocupações com prazos processuais, entre outros.

Com a devida bagagem relacionada à gestão de projetos, advogados têm a oportunidade de tornar a rotina mais produtiva, com a devida delegação de tarefas, organização de processos e, é claro, acesso a resultados mais documentados e com dados para se trabalhar.

4) Recursos Humanos

Quando falamos sobre a área de Recursos Humanos dentro do Gerenciamento de Projetos temos aí duas variáveis: a gestão dos recursos humanos dentro dos projetos e, o contrário, a gestão dos projetos na área de Recursos Humanos.

No primeiro caso, falamos de seres humanos, os colaboradores envolvidos dentro de cada projeto. Saber geri-los dentro de cada situação é um desafio. O bom gestor zela pela integridade e eficiência dos mesmos, ao mesmo tempo que os estimula e garante uma boa execução e resultado do trabalho.

No segundo caso, são diversas as áreas que podem precisar de projetos melhor estruturados dentro do Recursos Humanos. Área de recrutamento e seleção, de treinamento e de relação com o empregado são alguns exemplos.

Ambos os casos são de extrema importância e, com um bom background em gerenciamento de projetos, trazem ainda mais oportunidades no cenário econômico.

5) Educação

Por fim, outro setor onde o Gerenciamento de Projetos é de grande validade é o setor educacional.

Com a era de transformação digital que estamos vivendo, os sistemas público e privado vêm buscando se reinventar, e nisso se incluem projetos de reforma de grades curriculares, projetos de inclusão de novas tecnologias nas escolas, projetos voltados à capacitação de professores, entre outros tantos.

Bacana, né? São muitas as oportunidades em gestão de projetos onde uma boa especialização pode se encaixar!

E se você não faz parte de nenhuma dessas áreas, não tem problema. O coordenador do MBA em Gerenciamento de Projetos da MMurad/FGV, Angelo Valle, explica o porquê.

 “O nosso MBA é voltado para profissionais que vão lidar com esforços voltados para um objetivo. Esse objetivo deve ter um escopo claro, uma meta definida, prazos e recursos limitados. Hoje, qualquer profissional, de qualquer área, vive esse dia a dia. O mundo está cada vez mais se estruturando por projetos e cada vez mais eles estão sendo percebidos dentro das empresas”, explica Angelo.

Vai perder essa chance? O curso está com descontos especiais para matrículas antecipadas até 31/07. Inscreva-se.

As mudanças do mundo moderno e conectado como o que vivemos vem demandando novas competências dos gestores comerciais. Você sabe quais são as características de um gestor comercial 4.0?

Continue lendo o texto para conferir!

Por que gestor comercial 4.0?

O nome gestor comercial 4.0 surge a partir dos outros mundos 4.0 que vêm surgindo por aí, como a Indústria 4.0 e o Marketing 4.0.

Em geral, todos eles englobam a nova era e as novas mudanças trazidas pela tecnologia.

Dentro desse contexto, surge a gestão comercial 4.0, um novo modelo de gestão feito para acompanhar essa evolução da sociedade e permitir que as empresas trabalhem de acordo com o esperado pelos seus consumidores, onde eles estiverem.

O conceito se relaciona bastante com questões ligadas à transformação digital, big data, automação de vendas e processos, entre outros.

Devo me desesperar?

Não, a boa notícia é que você não precisa se desesperar! Mas será preciso enxergar as coisas a partir de um novo ângulo.

Os desafios do momento atual da gestão comercial são muitos e o ritmo é acelerado, porém, com a devida capacitação e algumas mudanças de pensamento, temos certeza que você se sairá bem.

Um dos primeiros passos é se familiarizar com a tecnologia. Ferramentas, programas e dispositivos que você e sua empresa têm à disposição. Já é um excelente início.

Os seguintes a gente te conta abaixo!

O que preciso saber?

Para ser um bom gestor comercial 4.0 você também deve:

Saber mudar o seu mindset

Para entender o mundo VUCA em que vivemos, acompanhando todas as transformações e garantindo uma gestão eficiente, é preciso mudar o seu mindset e o de sua organização.

“Ouça músicas que não gosta, leia livros que você nunca pensaria em ler, faça viagens que não faria, converse com pessoas que você não conversaria normalmente. Para entender o mundo VUCA, é preciso mudar o seu mindset e fazer coisas que te tirem da zona de conforto”, explica o consultor e coordenador acadêmico do MBA em Gestão Comercial da MMurad/FGV, João Baptista Vilhena.

Investir em autoconhecimento

Outra dica do professor Vilhena é para que o gestor invista em autoconhecimento, se quiser se tornar um gestor comercial da Era 4.0. “Invista em autoconhecimento. Não interessa como você vai fazer isso, se através de análise, coaching, você escolhe. Mas tem que fazer. O principal elemento que impede os gestores é a falta de autoconhecimento sobre seus limites e potencialidade“, conta.

Pense estrategicamente

Por fim, a última característica recomendada para o gestor comercial 4.0 é pensar estrategicamente.

Quando o gestor prioriza o seu trabalho estratégico consegue organizar melhor a empresa e tomar as melhores decisões, prevendo crises e antecipando tendências.  

“O gestor comercial 4.0 não tem que colocar a mão na massa, mas sim pensar e ter boas ideias para que a sua equipe atinja os resultados comerciais que a organização precisa”, finaliza o coordenador.

Gostou das dicas? Qual você também acrescentaria? O MBA em Gestão Comercial da MMurad/FGV está com matrículas abertas e para início imediato. Inscreva-se aqui.  

Com um novo governo, é normal se perguntar como ficará a relação do Brasil com o exterior. São muitas as variáveis a se considerar dentro deste cenário e um bom gestor deve estar preparado para o que pode vir.

Saiba como!

Analisando o comércio exterior brasileiro

O comércio exterior nada mais é que a negociação (importação e exportação) de produtos e serviços entre países. Mas isso você provavelmente já sabe.

O que talvez nem todos saibam é que até bem recentemente, na década de 60, o Brasil limitava sua exportação a apenas produtos primários, como o café e o algodão. Hoje, nossa carteira de produtos já é bem diversificada, com exportações de produtos como calçados, tecidos, alimentos industrializados, suco de laranja, entre outros.

Apesar de não ter grande destaque para um país emergente e ser muito dependente de commodities, a balança comercial brasileira costuma registrar ótimos números. Em 2017, tivemos um superávit de quase US$ 67 bilhões na balança comercial, o maior resultado desde 1998, e fechamos abril deste ano com superávit de US$ 6,061 bilhões.

Entre os principais parceiros comerciais do Brasil estão a União Européia, os Estados Unidos, Argentina, Paraguai, Uruguai, México, Chile, China, Taiwan, Coréia do Sul, Japão e Arábia Saudita.

Novas perspectivas

Novas perspectivas se abrem quando um novo governo assume a presidência. Assinatura de novos acordos comerciais internacionais, aumento da participação do comércio exterior no PIB brasileiro e maior independência em relação ao Mercosul são exemplos de ações que estão na agenda ministerial.

No entanto, para além disso, é preciso uma visão global de tudo, que ajude a competitividade do Brasil perante o mundo. Uma das formas de se fazer isso é através da redução da carga tributária brasileira, outra proposta do novo governo através da Reforma Tributária.

Pensamento macro

Para estar preparado para o que está por vir e ajudar na competitividade das empresas brasileiras, seus gestores precisam ter um pensamento macro, identificando oportunidades e ameaças ao negócio.

A expectativa de crescimento do PIB mundial, por exemplo, é de que ele cresça 3,3% em 2019, o pior resultado desde 2009. Estados Unidos e China também vêm travando diversos conflitos comerciais, e ambos são parceiros do Brasil nesse sentido.  O que pode ser oportunidade e o que pode ser ameaça nisso? É necessário bastante cautela e análise de riscos.

Além disso, também é fundamental para os empresários saber identificar as melhores ferramentas para as operações de exportação e importação, bem como para a gestão de contratos e finanças internacionais.

Um dos diferenciais do MBA em Gestão: Comércio Exterior e Negócios Internacionais da MMurad/FGV  é dar base aos gestores quanto a essas ferramentas, como explica o coordenador do curso, Miguel Lima.

“Com as ferramentas corretas, pensamento analítico e visão sistêmica global, o gestor consegue realizar suas negociações internacionais com eficiência, e esse é um de nossos principais objetivos. O curso já está em sua 232ª turma em todo o Brasil e os seus profissionais têm grande experiência no mercado em áreas como logística, câmbio, exportação, importação, negociação, entre outros”, explica Lima.

A turma do MBA em Gestão: Comércio Exterior e Negócios Internacionais está confirmada, com encontro inaugural no dia 30 de maio! Inscreva-se aqui.

O orçamento empresarial é uma das ferramentas mais utilizadas pelas grandes e médias empresas para apoiar os processos de planejamento e controle empresarial. A sua importância se deve aos diversos papéis por ele assumidos, os quais vão desde desdobrar a estratégia, até alocar de maneira eficiente os recursos financeiros da empresa. Apesar de existirem algumas críticas em relação a alguns de seus aspectos, os benefícios trazidos para as organizações são inegavelmente superiores.

Ao longo da evolução das empresas, as suas estruturas organizacionais foram sendo modificadas, fazendo com que os modelos orçamentários também se alterassem. Em virtude disso, diversos tipos de orçamentos empresariais foram desenvolvidos e são utilizados de acordo com as particularidades ou modelo de gestão de cada negócio.

Os vários modelos orçamentários utilizados pelas empresas podem se diferenciar tanto pela sua estrutura e organização, quanto pelo processo que utilizam na elaboração de suas projeções.

A seguir serão descritos brevemente cada um dos tipos de orçamento e processos que podem ser encontrados no ambiente empresarial:

  • Orçamento Estático: Elaborado para projetar o próximo período orçamentário, este tipo de orçamento é a referência para controle das operações ao longo do ano, sendo em geral a principal base para avaliação de desempenho dos gestores. Ele pode ser construído tanto pelo método Bottom-up quanto Top-Down, levando em consideração as premissas estratégicas do negócio. Em razão de ser uma importante referência para a avaliação do andamento do negócio, esse tipo de orçamento não é alterado durante todo o período de execução. Isto ocorre para possibilitar a identificação de eventuais desvios de estratégia e a busca por alternativas de correções que sejam necessárias. Outro motivo para não sofrer alterações durante o ano é a sua utilização como base para a definição de remuneração variável dos gestores; (Saiba mais sobre o Orçamento Estático)

  • Orçamento Flexível: Uma das críticas feitas ao orçamento estático é que, havendo grandes variações no volume de atividade da empresa em relação ao originalmente projetado, podem ser criadas distorções no processo de acompanhamento real versus orçado. Como forma de eliminar estas situações, algumas empresas utilizam este orçamento onde, antes de realizar qualquer avaliação, atualizam-se as projeções orçamentárias para os reais volumes praticados. Desta forma, desvios decorrentes de modificações de volume tendem a desaparecer e aqueles gerados por ineficiências na operação se tornam evidentes. A sua utilização permite que as áreas de controle evitem concentrar os seus esforços em problemas inexistentes e observam desvios verdadeiros na operação, os quais devem ser justificados mesmo quando se referirem à reduções de gastos pois existem algumas decisões gerenciais a serem tomadas com base em sua análise. Deve-se observar que a sua utilização não significa a flexibilização de metas; (Saiba mais sobre o Orçamento Flexível)

  • Orçamento Incremental: Algumas empresas utilizam este tipo de orçamento como ponto de partida para a implantação de seu modelo de planejamento e controle. A sua construção consiste no uso de valores do exercício anterior para elaborar as projeções atuais. Seu processo se baseia no levantamento dos dados históricos de cada uma das unidades de controle para posterior adição de um percentual de correção, o qual pode ser tanto uma taxa fixa quanto um ajuste referente à inflação ou mesmo crescimento econômico esperado. A sua utilização está associada à uma maior agilidade e rapidez na elaboração e, consequentemente, menor custo de elaboração. Por outro lado, pode gerar projeções superficiais e a perpetuação de gastos ineficientes; (Saiba mais sobre o Orçamento Incremental)

  • Orçamento Base Zero: Uma grande crítica ao processo orçamentário praticado por diversas empresas é a utilização dos valores do período anterior como base de projeção acrescida de percentuais de ajuste, conceito conhecido como orçamento incremental.  A primeira publicação do orçamento Base Zero ocorreu no ano de 1970 por Peter A. Phyr na Harvard Business Review, o qual foi o gestor responsável por sua implantação na Texas Instruments nesta mesma década. O conceito central deste orçamento é elaborar as projeções como se estivesse construindo a empresa em seu início. Para isso todos os gastos devem ser rigorosamente avaliados de maneira independente e com justificativas razoáveis em relação ao objetivo da organização. Neste contexto, é de fundamental importância que os objetivos e metas estejam claramente definidos para que as aplicações de recursos sejam avaliadas de acordo com a sua importância em relação ao que se espera alcançar. Neste tipo de orçamento as atividades são classificadas em pacotes de decisão, os quais representam um documento de identificação e avaliação com o objetivo de permitir que possam ser priorizadas e se decida sobre a sua aprovação ou recusa. A sua utilização promove uma revisão de todos os processos da empresa com foco no seu objetivo, assim, tudo aquilo que seja ineficiente ou desnecessário deve ser excluído. Um dos princípios deste orçamento é não permitir a simples continuidade do passado, obrigando que tudo seja revisado, além de exigir que qualquer ponto a ser inserido no orçamento deva ser devidamente justificado; (Saiba mais sobre Orçamento Base Zero e também sobre seus Pacotes de Decisão)

  • Orçamento Matricial: Para a implantação deste tipo de orçamento, devem ser definidas as entidades que compõem a organização, as quais representam unidades de controle de gastos que participam do processo orçamentário (centros de custos, gerências, unidades ou mesmo empresas pertencentes a um grupo). Também devem ser identificados os pacotes de gastos, que são agrupamentos de contas orçamentárias que tenham semelhança para facilitar o planejamento e controle (marketing, recursos humanos, tecnologia, etc.). Diferentemente de outros processos, no orçamento matricial deve ser definido um responsável para cada pacote de gasto, o qual responderá por toda a empresa ou grupo, independentemente da quantidade de áreas ou filiais existentes. Este responsável, que normalmente recebe o nome de dono ou gestor de pacote, tem a tarefa de coordenar e controlar os gastos em todos os níveis, ou seja, tem uma visão geral do tipo de dispêndio, independentemente das suas subdivisões. Cabe a ele a responsabilidade de planejar e controlar os valores do pacote para toda a organização e também de garantir o seu alinhamento estratégico com as diretrizes da empresa ou controladora do grupo. Após a definição do pacote de gasto e de seu responsável geral, para cada uma das áreas identificadas como entidades é atribuído um responsável local, sendo a sua função elaborar a previsão de gastos da unidade e realizar o seu efetivo controle, mas sempre em conjunto com o responsável pelo pacote geral. Desta forma, tem-se uma responsabilidade cruzada, origem do nome matricial. Para cada gasto objeto de controle podem ser observados dois responsáveis, ou seja, o primeiro tem a gestão dos gastos relativos ao pacote em toda a empresa ou grupo, enquanto o segundo tem a visão limitada à sua entidade; (Saiba mais sobre o Orçamento Matricial)

  • Orçamento Baseado em Atividades: Este método de elaboração do orçamento gera um planejamento, tanto quantitativo quanto financeiro, das atividades necessárias para que a empresa atinja os objetivos definidos em sua estratégia. Após a estratégia ser desdobrada em objetivos e metas, deve-se identificar as atividades necessárias para a sua realização e os direcionadores associados à cada uma. A sua lógica se baseia em projetar o volume de negócio esperado e a partir dele definir as atividades necessárias para o seu atendimento; (Saiba mais sobre o Orçamento Baseado em Atividades)

  • Orçamento do Planejamento Estratégico: no processo de formulação da estratégia é fundamental que existam ferramentas que possibilitem a redução do risco e é neste contexto  que este tipo de orçamento é utilizado. Deve-se observar que o orçamento do planejamento estratégico é diferente do orçamento anual sobre diversas perspectivas e que o resultado do primeiro fornecerá o direcionamento e metas para que o segundo seja realizado. As principais diferenças em relação ao orçamento anual estão relacionadas ao seu objetivo, necessidade de exatidão e flexibilidade, o que possibilita a utilização de regras e estruturas simplificadas; (Saiba mais sobre o Orçamento do Planejamento Estratégico)

  • Forecast: Este  processo tem o objetivo de revisar as projeções da empresa diante de sua atuação e condições de mercado, visando estimar o resultado mais provável para o encerramento do período orçamentário. Nesta atividade podem ser revistos não somente a DRE, mas também o fluxo de caixa, balanço patrimonial e qualquer outro relatório gerencial da companhia. Ao elaborar o Forecast, a empresa utiliza os valores dos períodos realizados e acrescenta a nova projeção para aqueles que ainda restam para encerrar o ciclo orçamentário; (Saiba mais sobre o processo de Forecast)

  • Rolling Forecast: este processo, também conhecido como orçamento contínuo, é a peça com maior foco no direcionamento de negócio. Ele não se limita ao planejamento anual, mas busca evidenciar a tendência futura da companhia, em consequência de seu relacionamento com o mercado e de decisões tomadas, sendo continuamente revisado. Quando uma empresa utiliza o Rolling Forecast, faz sempre a projeção de, pelo menos, os próximos 12 meses independentemente do encerramento do ano calendário ou período orçamentário que pratique; (Saiba mais sobre o processo de Rolling Forecast)

  • Beyond Budgeting: A proposta deste processo é gerar uma gestão descentralizada, ou seja, tanto o planejamento quanto o comprometimento passam a ser de responsabilidade dos gestores dos níveis de operação. Desta forma, o planejamento estratégico da empresa não seria mais elaborado pela alta gestão e teria como parâmetro referências de mercado. Para isso, as metas e objetivos não são derivadas de métricas financeiras de resultado, mas sim negociadas com os gestores de operação com base em indicadores flexíveis comparativamente ao mercado. Neste caso, uma série de conceitos e ferramentas necessitam ser utilizados em conjunto, tais como o Balanced Scorecard, Economic Value Added – EVA, Benchmarking, Activity Based Management, sistemas de informações gerenciais e ferramentas de CRM – Customer Relationship Management. (Saiba mais sobre o Beyond Budgeting)

Estes são breves descritivos dos diversos tipos de orçamentos empresariais e processos que podem ser encontrados nas organizações. É importante para os profissionais atuantes tanto nas áreas financeiras quanto de planejamento e controle, que conheçam as suas principais características para que possam escolher a melhor estrutura para o seu negócio. Deve-se observar que diversos deles não são excludentes, sendo comum serem observadas utilizações combinadas, tais como o base zero em conjunto com o matricial, ou mesmo o Forecast com o Rolling Forecast.

Sobre o autor:

Louremir Reinaldo Jeronimo é  Doutor em Administração de Empresas pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getulio Vargas – FGV EAESP. Professor convidado dos cursos de MBA do FGV Management e FGV In Company (Saiba mais)

Fonte: Orçamento Empresarial