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De estudante a gestor de negócios: sua primeira empresa pode nascer na sala de aula

De estudante a gestor de negócios: sua primeira empresa pode nascer na sala de aula

Criado em 2016, o Like Clube é a primeira plataforma de e-commerce do Brasil dedicada exclusivamente ao mercado de assinaturas. Antes de se tornar realidade, o projeto nasceu a partir de uma disciplina acadêmica chamada: Plano Integrado de Negócios (PIN). Nela, o estudante tem a oportunidade de exercitar sua inventividade a partir do que aprendeu até então sobre Empreendedorismo e Gestão de Negócios. O exercício prático é tão valorizado ao longo dos estudos que alguns projetos acabam saindo da perspectiva de um trabalho de MBA para ganhar o mercado.

Nesta entrevista, Leonardo Menegucci fala sobre sua empresa, os desafios e as conquistas até aqui e também sobre a importância da MMurad/FGV em sua trajetória. Antes como estudante e hoje como um gestor que coloca em prática sua vocação empreendedora através de um negócio com pretensões inovadoras dentro do mercado, nosso entrevistado mostra por que sempre vale a pena investir em conhecimento de qualidade.

MMurad/FGV:Quando e como surgiu a ideia de fazer o Like Clube?

O Like Clube é hoje um marketplace de assinaturas, ou seja, um e-commerce a reunir diversas empresas que comercializam produtos e serviços de forma recorrente.
Mas, embora tenhamos aberto a empresa com este modelo de negócio sofisticado e inovador, a ideia inicial, concebida em 2015, era bem mais amadora: como eu não conseguia decidir qual seria o melhor segmento para abrir um clube de assinaturas, resolvi criar três empresas e comercializar suas assinaturas no mesmo site, respeitando a distinção das identidades visuais e dos produtos de cada uma. Foi então que vislumbrei o potencial que teria um espaço que reunisse clientes de diversas empresas habituados a comprar através desta modalidade de consumo.

MMurad/FGV:De que maneira a disciplina Plano Integrado de Negócios, da sua pós na MMurad/FGV, contribuiu para que você pudesse transformar seu projeto em algo que se concretizou para além da fronteira acadêmica?

A disciplina em questão me proporcionou um aprimoramento intelectual, a oportunidade de ser orientado por um profissional da área e o privilégio de contar com contribuição de amigos que desenvolveram o Plano de Negócio da empresa junto comigo. Sem eles é possível que o Like Clube ainda estivesse no papel.

MMurad/FGV:Quais os principais desafios você encontrou pelo caminho e de que maneira eles foram superados?

Convencer a minha mãe de que empreendedorismo é melhor que concurso público foi e tem sido um desafio, e para falar a verdade não sei vai deixar de sê-lo. Acostumar o público capixaba com as vantagens de se consumir por assinatura também é desafiante, porque não é um segmento muito usual por aqui.

MMurad/FGV:Qual a proposta do Like Clube? Quais as novidades a empresa pretende oferecer ao mercado?

Nossa proposta é concentrar em um só espaço diversas empresas que comercializam produtos e serviços através de planos e assinaturas, sendo referência neste setor.

O modelo de negócio por si só já é uma novidade, já que somos o primeiro marketplace do Brasil neste modelo. Mas também pretendemos nos diferenciar na linguagem e na abordagem junto ao cliente, oferecendo um tratamento próximo e uma experiência leve e divertida. Um exemplo é a substituição do tradicional e cansativo email “SAC@” pelo nosso “contecomnossaastucia@”, nosso canal de atendimento ao cliente.

Além disso, por hospedarmos empresas que tem clientes com mais diversos perfis, é importante ao Like Clube a compreensão da pluralidade. Nós trabalharemos com público e produtos que vão do universo nerd ao fitness, da cerveja aos livros. É por isso que somos, desde a nossa logo, pretos e brancos, rosas e azuis, porque a diversidade é bacana e o respeito às diferenças é parte da experiência oferecida pelo Like Clube. Como é muito difícil encontrar empresas com esse perfil, acredito que esta também seja uma novidade.

MMurad/FGV:Como foi a sua experiência de estudar na MMurad/FGV?

Eu fui à aula experimental me achando novo, pensava que MBA era para grandes gestores. Mas da maneira que é oferecido pela MMurad/FGV hoje o curso atende muito bem tanto o profissional mais experiente quanto o jovem mais entusiasta.

E o networking que você faz na FGV é muito forte. Mesmo eu não tendo um perfil comercial eu encontrei dentro e fora de sala clientes, sócio e investidores.

MMurad/FGV:Quais os conselhos você daria para as pessoas que estão na dúvida se vale ou não a pena fazer um MBA? E quais as dicas você dá para quem pretende empreender, mas ainda se sente inseguro?

O MBA em Gestão Empresarial vale muito a pena para quem não é formado em Business, porque nos proporciona uma visão holística do quê é o universo de gestão, com capacitação em diferentes áreas.

Com relação aos riscos de empreender, começar pequeno é uma dica óbvia, mas muito eficiente. Começar junto com alguém, mesmo que não seja um sócio, também ajuda. Fora isso, capacite-se, pese a mão no planejamento e busque aquilo que te encoraja e te inspira. Teve uma época que eu ouvia muito aquela música do O Rappa que diz “o mar escuro trará o medo lado a lado com os corais mais coloridos”.

A experiência do Leonardo pode servir de inspiração para a sua carreira tomar novos rumos, repletos de novos projetos e grandes realizações nascidas a partir da sua coragem de aprender e investir.

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