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O que é e para que serve um ecossistema de inovação?

O que é e para que serve um ecossistema de inovação?

Foto: Sede da Oracle, no Vale do Silício, Califórnia (EUA)

Cada vez mais, parques tecnológicos, incubadoras e associações surgem com o objetivo de contribuir para as entregas e a qualidade de uma empresa de maneira geral. São estruturas chamadas de ecossistemas de inovação!

Para você entender mais sobre esse assunto e a importância deles para a economia, conversamos com o Danilo Picucci, que é community program manager do Cubo Itaú, considerado um dos maiores ecossistemas presentes no Brasil.

Danilo também foi um dos nossos convidados do MMurad Convida, série de lives do Instagram @mmurad.fgv. Clique para seguir! 

Confira!

Entendendo um ecossistema de inovação

Ecossistema de inovação é basicamente aquilo que permeia uma região física e permite o desenvolvimento da inovação. É um ambiente que pode ser estudado a nível municipal, estadual, federal ou até mesmo a nível continental. 

Em ecossistemas de inovação, empresas, investidores e universidades se reúnem, em um único lugar, com o objetivo de proporcionar novos modelos de negócios e promover talentos. 

Segundo o community program manager do Cubo Itaú, Danilo Picucci, um ecossistema é composto por 6 pilares que representam o nível de maturidade. São eles: acesso a talentos; cultura; densidade; acesso a Mercado; acesso a Capital e ambiente regulatório. 

“O aumento da quantidade de players e a melhora da qualidade desses pilares são fatores que fazem um ecossistema se tornar cada vez melhor e, assim, aquela região também”, diz Danilo. 

Pra que serve?

Um ecossistema de inovação sólido é sinônimo de uma sociedade mais desenvolvida sócio-economicamente!

De acordo com Picucci, o impacto da inovação faz com que mais empresas nasçam, que as antigas cresçam e se modernizem e que a sociedade tenha acesso a inovação de ponta em primeira mão.

“Por consequência, isso causa o aumento de oportunidades de uma forma ampla. Com geração de empregos, transferência de conhecimento, aumento da diversidade, aumento da renda familiar e melhoria no bem estar do cidadão”, enumera. 

Ecossistemas de inovação no Brasil

No âmbito global, há vários ecossistemas de inovação. Dentre os mais conhecidos, está o Vale do Silício, presente na Califórnia, nos Estados Unidos (foto em destaque). E no Brasil? 

Para o profissional do Cubo Itáu, o país tem vivido uma progressão exponencial nos últimos cinco anos quando o assunto é ecossistema de inovação. 

De um lado há aumento da quantidade de empreendedores em tecnologia. De outro, startups recebendo mais investimentos e se tornando empregadoras de centenas de pessoas. E não para por aí. 

Grandes empresas brasileiras vêm estabelecendo excelentes programas de inovação e o governo também vêm promulgando algumas leis e incentivos para a área de inovação. 

Segundo Picucci, estas são situações que ajudam a potencializar os ecossistemas.

Em 2020, o Brasil apareceu no ranking global de ecossistemas mais respeitados do mundo, o Startup Genome Global Ecosystem. Nele, a cidade de São Paulo ocupou a 30ª posição, sendo considerada a melhor cidade para se empreender no mundo.

“Isso mostra que temos muito a melhorar, mas que estamos no caminho certo. Por isso, o desafio é fazer com que São Paulo suba no ranking e, ao mesmo tempo, garantir que outras cidades brasileiras apareçam, descentralizando a inovação e o desenvolvimento sócio-econômico’’, sugere Danilo Picucci. 

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