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Quais são as perspectivas para a construção civil pós-pandemia?

Quais são as perspectivas para a construção civil pós-pandemia?

O novo coronavírus gerou reflexos em todos os âmbitos da economia. Com a construção civil não foi diferente.

Mas, apesar do impacto e das mudanças de projeções, esse é um dos setores que terá mais crescimento no pós-pandemia. 

Confira quais são as perspectivas para o setor!

Continuação das obras

Apesar de algumas mudanças de rumo na economia por conta do novo coronavírus, as construtoras, incorporadoras e loteadoras vêm colhendo bons resultados nos últimos meses e a tendência é que isso melhores ainda mais no pós-pandemia. 

Um dos motivos para isso, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), é a possibilidade de continuação das obras dos empreendimentos, que já vêm sendo realizadas por diversas empresas tomando todos os cuidados necessários.

Além disso, medidas econômicas promovidas pela Caixa desde o mês de abril estão ajudando também a sustentar os empregos no setor e possibilitando, ainda, que as pessoas não desistam de comprar o imóvel dos sonhos. 

Futuro promissor 

Quanto ao futuro, este continuará sendo promissor. De acordo com o presidente da CBIC, José Carlos Martins, o setor também se tornará a principal alavanca econômica para o país voltar ao ritmo econômico anterior a pandemia, já que dele fazem parte 62 setores da área industrial e comercial e 35 setores de serviço. 

Indo além da esfera econômica, a pandemia também acelerou outras mudanças que já estavam ocorrendo na construção civil e devem se consolidar após elas.

Exemplos disso são os diferenciais oferecidos pela incorporadoras, construtoras e loteadoras. Vantagens como academias, restaurantes e apartamentos com home office ganharam uma importância ainda maior neste momento. 

Além disso, muitas empresas migraram de vez ou aperfeiçoaram o seu atendimento digital, com muitas famílias conseguindo fechar negócios sem sair de casa. 

A tendência é que o conceito de habitação, ou seja, como as pessoas desejam morar, se adapte aos tempos atuais, bem como às novas exigências!

Com a palavra, o coordenador do MBA em Gestão: Incorporação e Construção Imobiliária

Para termos ainda mais detalhes sobre os novos rumos da construção civil, conversamos com o coordenador do nosso MBA em Gestão: Incorporação e Construção Imobiliária, Daniel Falcão. 

Veja o que ele falou!

MMURAD: De modo geral, como você pode definir a situação da construção civil no Brasil em meio a crise decorrente da pandemia? 

DANIEL FALCÃO: A maior parte das perspectivas para 2020 eram ótimas, já que havia sinalização de premissas favoráveis ao mercado imobiliário, com baixas taxas de juros de crédito imobiliário e expectativas em alta para o crescimento da economia brasileira. Tínhamos expectativa do PIB do mercado de construção ter 2,9% de crescimento. Agora, vem sinalizando queda. Mesmo assim, isso não significa que não temos saída ou esteja ruim igual para todos. Com a queda na taxa de juros e insegurança na economia em geral, existe uma busca natural por ativos sólidos e que não se deixam influenciar por especulação econômica. Esses ativos são os imóveis. Nesse momento, eles tem sido a válvula de escape para muitos que buscam segurança.

M: A Selic, atualmente, está em 2%, índice considerado baixo. Como isso pode ser positivo para a construção civil? 

DF: Isso é muito positivo. É um dos alicerces do mercado imobiliário. A cada porcentagem que a taxa reduz, milhões de pessoas são inseridas no ambiente e se tornam capazes de adquirir um imóvel. Além disso, aquelas que tinham condições também são beneficiadas, já que a capacidade de crédito fica expandida. A previsão é de mais queda nessas taxas. Ou seja, vai melhorar muito. É porque, sem dúvidas, a mola central do setor é o crédito. Prova disso é que de janeiro a maio de 2020, foram R$ 34,08 bilhões de empréstimos para financiamentos – 23,2% a mais do que no mesmo período do ano anterior. Dessa forma, como a taxa Selic está em seu menor nível histórico, os bancos se sentem mais seguros para oferecer taxas mais baratas para diversos tipos de empréstimos, incluindo os financiamentos imobiliários.

M: Quanto às perdas de algumas construtoras e incorporadoras, a velocidade de recuperação tende a ser lenta ou rápida? Depende do porte da empresa? Por que? 

DF: Da mesma forma que a crise chegou de maneira diferente para todos, a saída dela também é individual. Durante a pandemia, aconteceram vários lançamentos e, em sua maioria, foram sucesso de vendas, todos em 15 dias vendidos. É claro que isso depende do produto. Nem sempre a crise é um algo ruim para todos. Inclusive, muitos setores expandiram. Nesse sentido, as empresas organizadas e bem planejadas possuem sobrevida garantida nesse momento.  

M: Na sua opinião, a construção civil pode ajudar a alavancar a economia brasileira pós-pandemia? Se sim, de que forma? 

DF: A construção civil é um dos canais para desenvolvimento econômico de qualquer país. Com ou sem pandemia. Não existe crescimento sustentável de uma nação que não passe por esse setor, seja construção pesada, infraestrutura ou residências. É um setor gerador de renda e de interesse de todos. É gerador de moradia e carrega enorme contingente de empregados e empresas indiretas. 

M: Quais são as suas perspectivas para o setor da construção civil pós-pandemia? 

DF: Durante a pandemia, experimentamos muitas coisas que pareciam impossíveis, mas comprovamos que são possíveis e bem interessantes. Por isso, esperamos que essas tendências permaneçam.

São elas:

  • Agilidade e desburocratização nos cartórios;
  • Imóveis maiores e descentralizados;
  • Mais tecnologia, menos stands – processo de venda inovador;
  • A volta por cima da casa própria (redução da opção pela locação), bem como novas necessidades dentro da/para a casa;
  • Maior demanda por imóveis como investimento. Com taxa de juros baixa, imóvel volta a ser a estrela dos investimentos.

Você está preparado(a) para o que vem por aí?

Se você ficou em dúvida sobre a pergunta acima, o MBA em Gestão: Incorporação e Construção Imobiliária, coordenado pelo professor Daniel Falcão, pode te ajudar. 

O curso apresenta conceitos e técnicas relativos à avaliação da viabilidade econômico-financeira de cada negócio. Uma visão estratégica do mercado, em que o aluno conhecerá todas as etapas do ciclo imobiliário: desenvolvimento do projeto, orçamento, planejamento e construção da edificação.

“O curso tem uma proposta de gestão, não é um curso técnico. Por isso, nosso foco é no desenvolvimento das habilidades dos gestores. Não ensinamos a construir, mas sim habilidades e ferramentas gerenciais que um profissional precisa ter para se tornar um gestor de uma empresa da construção civil”, explica Falcão. 

Nesse sentido, a partir das aulas desse MBA os alunos podem sair com esses diferenciais:

  • Visão completa das principais etapas e atores envolvidos no processo de desenvolvimento imobiliário; 
  • Capacidade de análise crítica dos principais indicadores de retorno do investimento; 
  • Visão estratégica do mercado com vistas ao desenvolvimento de produtos imobiliários e planejamento das vendas; 
  • Habilidades e competências relativas à comunicação, planejamento e liderança.

Inclusive, outro ponto ressaltado é de que forma o gestor pode lidar com as crises mundiais, seja econômica, política ou saúde, como vivemos agora na pandemia. Bom, não é? 

Ficou interessado(a) e deseja estar preparado(a) para as novidades de um setor tão amplo como o da construção civil? Inscreva-se para a próxima turma do MBA em Gestão: Incorporação e Construção Imobiliária